Equinos

Um pouco sobre a Raça Campolina

Raça formada em Minas Gerais por Cassiano Campolina, a partir do garanhão Monarca, filho de uma égua cruzada com o garanhão Puro Sangue Lusitano da Coudalaria Real de Alter.

Os descentes de Monarca sofreram a infusão de sangue Percheron, Orloff e Oldenburger e mais tarde do Mangalarga Marchador e Puro Sangue Inglês. O pai do garanhão Monarca era pertencente ao criatório de D. Pedro II.

VIVACIDADE E DOCILIDADE
História:
Raça brasileira, definida há mais de 80 anos do cruzamento de um garanhão Puro Sangue Lusitano com uma égua marchadora. Outros cruzamentos inseriram o sangue Percheron, Orloff, Oldenburger, Mangalarga Marchador e Puro Sangue Inglês, até a obtenção do padrão desejado da raça Campolina.

Características: É um cavalo de porte médio para grande, com região frontal subconvexa na região nasal. Normalmente sua pelagem é baia ou castanha.

Aptidão: Indicado para marcha batida ou picada; excelente para passeios e cavalgadas. As principais competições da raça são as provas de Marcha e Morfologia.

No Brasil: Foram registrados mais de 80 mil animais distribuídos pelo país, com concentração maior na região do sul de Minas.

Campolina
Trata-se de um animal de grande estatura e marchador. Possue as características básicas do Marchador Mangalarga, do qual foi evoluído, mas em porte mais imponente. A cabeça é forte e muitas vezes o chanfro é acarneirado, mais próximo ao perfil do Crioulo do que propriamente do Mangalarga, os anteriores são mais imponentes que os quartos posteriores, sendo os ombros fortes e inclinados e a cavidade toráxica ampla e profunda, canas curtas e de bons ossos, mas, proporcionalmente, a garupa é estreita. A base da raça, o Marchador e, ainda, o Crioulo (que era levado do Rio Grande do Sul para Minas Gerais) é, proveniente dos animais trazidos da Península Ibérica, portanto, Berbere e Árabe.

O Criador Cassiano A. da Silva Campolina ganhou uma égua, Medéia, da raça Marchador Mangalarga, que havia sido cruzada com um garanhão Andaluz, de Antônio Cruz, que pretendia obter um produto mais robusto. Nasceu um potro, Monarca, do qual se desenvolveu a raça, recebendo infusões de sangue Anglo – Normando (do Garanhão Menelicke e, posteriormente, de PSI.) Originalmente, o Campolina foi utilizado para a tração de tróleis e carruagens. Atualmente, é um excelente animal para o lazer, reunindo o conforto da marcha ao porte robusto para passeios rurais. Altura: Se provir de boa criação, atinge 1,65m. Pelagem: Além das básicas, alazã e castanha, há a báia, de cor amarelada, crinas e membros negros e , às vezes, zebruras listras, raia da cernelha à garupa, etc.

O Campolina é considerado marchador natural. Dócil, forte e cômodo, ele se destaca nas cavalgadas de média duração por sua beleza, imponência, já nas de longa duração o Campolina mostra força e resistência. O Padrão Racial do cavalo Campolina já esta definido, mesmo sendo esta raça brasileira relativamente nova, pois começa sua seleção no final do século passado em Entre Rios de Minas, nos estado de Minas Gerais, por Cassiano Campolina. Os criadores têm aprimorado as seleções mantendo o Padrão Campolina, que tem, entre outros, a marcha natural de tríplice apoio, cômoda, elegante, regular e desenvolta e animal de aparência nobre altiva, linhas harmoniosas e definidas com altura ideal para macho de 1,62 m e fêmeas 1,56 m, temperamento ativo e dócil, pescoço rodado em sua borda inferior.

Fonte/Créditos: Portal São Francisco 

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