Amanda Sales

Suspeita que bando vendia carne de cavalo como se fosse bovina

Polícia Civil apreendeu meia tonelada de carne clandestina em Ubá, na Zona da Mata.

Foto: Reprodução

Meia tonelada de carne imprópria para o consumo e 40 cabeças de gado foram apreendidas nesta quinta-feira (1º) em Ubá, na Zona da Mata, em uma operação conjunta da Polícia Civil com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) de combate ao comércio de carne clandestina na região. Quatro pessoas foram conduzidas à delegacia e duas presas por crime contra as relações de consumo. O dono de um matadouro está foragido.

O delegado Gabriel Hillen, da Polícia Civil, contou que as investigações começaram após denúncias de que a carne que era distribuída em açougues da cidade estavam sendo armazenadas de forma imprópria para consumo, comprometendo a saúde dos moradores da cidade. “A princípio, as irregularidades caracterizam crime contra as relações de consumo apenável com prisão de dois a cinco anos e o responsável vai ser indiciado ao fim do procedimento administrativo”, afirmou Hillen.

Foto: Reprodução

Em um matadouro, a polícia encontrou a carne de boi armazenada em uma câmara fria improvisada, um machado que era usado para matar os bois em um ambiente próximo ao que viviam os animais. Segundo o fiscal do IMA Alembert Santos, como os procedimentos são proibidos, o matadouro deverá ser interditado. “Não havia condição de higiene nenhuma e o acondicionamento se vê pela estrutura da câmara. E como não tem registro, a gente vai inutilizar a carne considerada imprópria pra consumo e interditar o local”, explicou Santos.

Além do comércio ilegal, a Polícia investiga se os bois apreendidos haviam sido furtados de fazendas da região.
Cavalo. Em um matadouro, os fiscais encontraram carne de cavalo. Segundo o IMA, no Brasil, é permitido o abate de cavalos, mas a polícia acredita que o produto era vendido como carne de boi. Lembrando que a venda de carne de cavalo não é proibida no Brasil, mas é preciso especificar sempre qual a origem do produto.

Fonte/Créditos: O Tempo

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