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Sindicato nos EUA pede investigação da JBS

R-Calf USA acredita que a empresa pode ter utilizado práticas ilegais para influenciar políticos norte-americanos

Foto: Reprodução Internet

O R-Calf USA, espécie de sindicato de pecuaristas dos Estados Unidos, pediu em carta ao presidente Donald Trump a abertura de uma investigação completa e ação rigorosa de fiscalização antitruste contra a JBS.

O R-Calf USA cita notícias de que o comando da empresa admitiu ter pagado propina a quase dois mil políticos no Brasil para justificar as investigações. O grupo diz que o modelo de negócios da JBS inclui práticas ilegais para influenciar políticos e que era possível que as mesmas medidas corruptas estivessem sendo aplicadas nos Estados Unidos. A associação ainda pede ao Departamento de Justiça que rejeite qualquer acordo de leniência com a JBS.

A carta de 11 páginas cita vários casos em que a JBS teria se beneficiado – e que são considerados suspeitos por eles – como o relaxamento de restrições sanitárias à importação e a aquisição da Smithfield Beef Group, da Five Rivers Cattle Feeding e da Pilgrim’s Pride, que poderia levar à manipulação dos preços do mercado de gado.

A associação ainda acusa a JBS – segunda maior produtora de carne bovina e maior empresa de alimentação animal nos EUA, segundo o grupo – de ser parte responsável pela queda de mais de US$ 850 no preço por cabeça entre 2014 e 2016. “Se as alegações contra a JBS estiverem corretas, então a empresa zombou das leis e regulações dos EUA”, conclui o grupo na carta.

O R-Calf USA ainda pede que “se descoberto que a JBS construiu seu império monopolístico de gado e carne por meios ilegais, então cada ativo da JBS baseado nos EUA deve ser imediatamente alienado”. E caso seja provado que a empresa conseguiu favores do Congresso, agências federais e governos estaduais de forma ilegal, então que as políticas públicas influenciadas sejam revistas e até mesmo revertidas.

A carta também foi enviada ao secretário de agricultura Sonny Perdue, ao procurador-geral Jeff Sessions e ao senador Charles Grassley.

Fonte/Créditos: Portal DBO

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