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Semente de cana deve chegar ao mercado em 2017

Syngenta incorpora um material geneticamente modificado que apresenta resistência a herbicidas e pragas, como a broca

Foto: Reprodução Internet

Um dos grandes passos dados pela Syngenta com o desenvolvimento do Plene Emerald (esmeralda) é o fato de unir na mesma tecnologia duas aspirações antigas do setor: o plantio de cana por “semente” e a cana transgênica. Na produção desta semente, a Syngenta incorpora um material geneticamente modificado que apresenta resistência a herbicidas e pragas, como a broca. “Toda tecnologia aplicada na semente de soja e de milho a companhia introduziu na semente de cana”, relata Daniel Bachner, diretor global de cana-de-açúcar da Syngenta.

Leandro Amaral, diretor de Marketing Cana-de-açúcar, salienta que o grande diferencial com o primeiro Plene é que aquele tinha uma vida útil de quatro dias para ser plantado. O novo Plene tem prazo de seis meses com armazenamento a 12 graus e quando coloca no campo tem alto vigor de germinação. Pesa de 5 a 10 gramas e serão utilizados de 150 a 200 quilos por hectare. “Será possível plantar tranquilamente 60 hectares por dia, podendo otimizar o plantio na época ideal. Com cana de 18 meses que tem melhor rendimento e ter as melhores produtividades. A tecnologia vai reduzir entre 10 a 15% o custo da tonelada de cana produzida.”

Foto: Reprodução Internet

Para não ter nenhum gargalo logístico no sistema de produção da semente, hoje a empresa estuda a ideia de implantar de quatro a cinco fábricas em diferentes pontos do país. De acordo com Bachner, o melhor é que tais operações não vão precisar da implantação de viveiros de cana. O material é produzido no laboratório. “O objetivo é que se produza a semente durante o ano todo, de acordo com a demanda.”

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Inicialmente, as sementes são feitas das cinco variedades de cana mais plantadas. Na segunda fase, as sementes serão também de novas variedades de alta produtividade. O novo Plene, de agora até o final de ano, está na fase da produção da semente e testes de campo dentro das áreas da Syngenta. Paralelamente, está sendo desenvolvida uma máquina específica para o plantio mecanizado da semente de cana. “Hoje para o plantio de MPB, as máquinas plantam de 2 a 3 hectare/dia, com a evolução irão plantar de 4 a 5. A máquina do novo Plene plantará entre 40 a 90 hectares/dia”, informa Leandro. Mas esse futuro esmeralda do setor já tem data para começar? “Sim, 2017.” É a previsão de lançamento da semente de cana da Syngenta.

Fonte/Créditos: Cana Online

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