Economia

Salário mínimo “suficiente” é 3,8 vezes maior que o nominal

Cálculo é feito todo mês pela Dieese com base no valor da cesta básica mais cara, atualmente a do Rio de Janeiro

R$ 3.682,67 é um salário mínimo suficiente “para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência”.

O cálculo é feito todo mês pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) desde 1994.

O número de fevereiro é mais baixo do que o de janeiro (R$ 3.752,65), mas supera o do mesmo mês no ano passado (R$ 3.658,72).

A base de cálculo utilizada é o valor da cesta básica mais cara, que em fevereiro foi a do Rio de Janeiro (R$ 438,36), seguida por São Paulo (R$ 437,33), Porto Alegre (R$ 434,50) e Florianópolis (R$ 425,05).

O salário mínimo “necessário” representa cerca de 3,8 vezes o valor do salário mínimo nominal, que é de 954 reais desde o início do ano.

De acordo com a lei atual, o salário mínimo é reajustado todo ano pela variação do INPC (inflação para população de baixa renda) no ano anterior, acrescido da taxa de crescimento real do PIB dois anos antes (se houver crescimento).

A política acaba em 2019, quando haverá um novo aumento real já que a economia cresceu 1% em 2017.

Mas a manutenção da atual política de valorização pode ter efeitos negativos sobre o mercado de trabalho, disse o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser, em passagem recente pelo país.

O mínimo brasileiro corresponde a 70% da renda mediana do País. Nos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), essa relação gira entre os 40% e 50%.

Em um vídeo do ano passado, o economista Carlos Eduardo Gonçalves aponta algumas consequências práticas caso o salário mínimo “suficiente” da Dieese fosse estabelecido por lei:

Fonte/Créditos: Exame

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