Agronegócio

Profissionais do agronegócio debatem tecnologias em Bagé

Manejo de resistência de plantas daninhas e técnicas de aplicação responsável foram os temas abordados

Os professores Mauro Rizzardi e Ulisses Antuniassi durante debate em Bagé

Em evento realizado na noite desta quinta-feira, com apoio da Associação e Sindicato Rural de Bagé, 130 pessoas do município de Bagé e região acompanharam o primeiro treinamento da Iniciativa 2,4-D do ano. Com palestras ministradas pelo professor da Universidade de Passo Fundo e especialista em manejo de plantas daninhas, Mauro Rizzardi, e o professor da UNESP de Botucatu e especialista em tecnologia de aplicação, Ulisses Antuniassi, os convidados puderam entender profundamente sobre um dos herbicidas mais utilizados em todo o mundo e uma das principais ferramentas do produtor rural no controle a plantas daninhas. Entre o público estavam, além de produtores, a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul, Fabiane Pinto Lamego, representantes da OAB – Subsecção Bagé (Ordem dos Advogados do Brasil), presidentes dos Sindicatos Agrícolas da região, professores da URCAMP (Universidade da Região da Campanha), estudantes do IDEAU (Instituto de Desenvolvimento do Alto Uruguai), empresários dos setores de insumos e vinícolas, representantes do Condema (Conselho Municipal do Meio Ambiente) e representantes da UFRG (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

A Iniciativa 2,4-D, grupo formado pelas empresas Dow AgroSciences, Nufarm e Albaugh, em parceria com instituições de ensino, tem como principal objetivo disseminar informações técnicas sobre o uso correto e seguro de defensivos agrícolas. “Nossa meta é ampliar cada vez mais o número de treinamentos realizados para que os agricultores levem esse conhecimento para suas atividades, resultando assim em uma agricultura mais produtiva e sustentável”, comenta Jair Maggioni, coordenador da Iniciativa 2,4-D. “Ações como esta têm produzido resultados positivos em todas as cidades por onde passamos, reforçando a mensagem da importância dos cuidados na realização de um manejo sustentável que contribui para o aumento na produtividade e rentabilidade da lavoura, além de preservar a saúde e o meio ambiente”, complementa.

Os professores Mauro Rizzardi e Ulisses Antuniassi durante debate em Bagé

Para o professor Mauro Rizzardi, as plantas daninhas representam uma ameaça à produtividade no campo, pois geram competição por luz, nutrientes e água com as plantas cultivadas, o que tem impacto direto no resultado da lavoura. “Uma buva por metro quadrado, por exemplo, pode reduzir a produtividade de 4 a 12% – ou seja, pode chegar a até 6 sacos por hectare, o que equivale a uma perda acima de R$ 400”, explica o pesquisador. A perda de produtividade devido à presença de plantas daninhas que não são controladas pode chegar a 40%”, explica.

O papel das boas práticas agrícolas, além da apresentação de aspectos técnicos do 2,4-D, como suas características físico-químicas, situação regulatória, estudos de toxicidade, ecotoxicidade e segurança no campo, também estavam entre os principais temas abordados nos treinamentos, apresentados de forma dinâmica e didática.

“A eficiência da tecnologia de aplicação por meio da correta manutenção e calibração dos pulverizadores no campo, da escolha criteriosa do tamanho de gotas, do volume de calda e da verificação das condições meteorológicas no momento das aplicações, evitando a deriva, ajudam o produtor a otimizar suas operações, reduzindo perdas e melhorando sua produtividade”, reforça o professor Ulisses Antuniassi. “A conscientização destas iniciativas promovem a otimização de recursos, colaborando para a redução do impacto no meio ambiente e conferindo maior sustentabilidade para o agronegócio”, destaca.

Desde 2014, a Iniciativa promove treinamentos sobre 2,4-D e tecnologia de aplicação para produtores rurais, técnicos e operadores em diferentes regiões do país. Até o momento, foram quase 200 eventos em 13 estados do país, capacitando mais de 9 mil profissionais do campo.

Herbicida 2,4-D

Descoberto em 1941, o 2,4-D foi o primeiro herbicida utilizado comercialmente. Hoje, é registrado em quase 100 países e um dos mais pesquisados em todo o mundo, com mais de 40 mil estudos desenvolvidos. Já passou por diversas revisões como na Agência Regulamentadora do Canadá (PMRA), Agência Americana de Proteção Ambiental (EPA), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre outras. Com nesses estudos, governos do mundo inteiro julgaram que o 2,4-D é seguro para a saúde humana quando utilizado em conformidade com rótulo e bula.
No Brasil, tem registro desde a década de 1970. Atualmente, pode ser utilizado para culturas de trigo, milho, soja, arroz, arroz irrigado, cana-de-açúcar e pastagens e é uma importante ferramenta para aumentar a produtividade das lavouras e reduzir custos de alimentos para o consumidor, além de possuir bom custo-benefício.

Fonte/Créditos: Iniciativa 2,4-D

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