Frutilcultura

Plantação de árvores frutíferas – manejo do pomar

Assim como qualquer tipo de cultivo, o sucesso da plantação de pomares está intimamente ligado com o sistema de manejo

Foto: Reprodução

Assim como qualquer tipo de cultivo, o sucesso da plantação de pomares está intimamente ligado com o sistema de manejo. Portanto, é importante que o empreendedor se atenha a todos os detalhes possíveis e garanta a sua safra.

“Sendo assim, deverá o produtor adotar medidas quanto a correta adubação, o controle do mato, as capinas, podas, irrigação e outros”, afirma o professor Dalmo Lopes de Siqueira, do curso Produção Comercial de Frutas em Pequenas Áreas, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

Vejamos, abaixo, um pouco sobre cada uma dessas técnicas de manejo:

Adubação

A adubação dependerá da análise do solo e das folhas e ocorre em três fases: Adubação de plantio, adubação de formação e adubação de produção.

– Adubação de plantio é realizada na cova ou quando da preparação da área para plantio: os fertilizantes e a matéria orgânica já distribuídos nos sulcos e sendo incorporados mecanicamente;

– A adubação de formação inicia-se após o pegamento das mudas e estende-se até o início de produção das plantas. A duração desse período depende de inúmeros fatores como a espécie utilizada, qualidade das mudas, tratos culturais empregados, condições climáticas, entre outros.

– A quantidade a aplicar de adubos visa suprir as necessidades da planta para o crescimento, formação e produção. A dosagem recomendada deve ser parcelada em três a quatro vezes, durante o período chuvoso. O adubo deve ser ao redor da planta, formando um raio que varia de 30 cm a 1 metro e meio, dependendo da espécie e da idade da planta.

Controle do mato

O controle do mato deve começar quando do preparo da área e deve ter o seu controle continuado durante as fases que seguem o plantio.

Capinas

As capinas podem ser manual, química ou mecânica, e visam manter as ruas entre fileiras e os espaços entre plantas livres de mato e ervas daninhas. No período da seca, uma boa capina cortando o sistema radicular do mato é uma prática eficiente. Com o pomar formado, a capina mecânica e a gradagem com discos cortando até uns 10 centímetros de profundidade é altamente eficiente. Porém, esta prática está em desuso, porque trás uma série de inconvenientes como o corte de raízes, favorecimento de doenças, exposição do solo à erosão e à compactação. A capina química é eficiente, porém, de custo maior e requer conhecimento e critério e a orientação de um engenheiro-agrônomo.

Plantas invasoras

As plantas invasoras disputam com as fruteiras nutrientes do solo e água principalmente. De uma forma geral, uma área em torno da planta, correspondendo à área de projeção da copa deve ser mantida livre de mato durante todo o ano, enquanto a área restante deve ser roçada periodicamente. Os recursos para eliminação de plantas invasoras em pequenas áreas são a capina manual, com uso de enxadas ou até mesmo de cultivadores de tração animal, próximo das mudas, dentro das linhas e entre fileiras.

Podas

As podas e a condução inicial das plantas são mecanismos necessários para para que se formem uma boa copa com boa produção de frutos. As podas devem visar também a formação de uma copa alta, evitando que os frutos toquem ao chão, porém, a uma altura acessível para facilitar a colheita. Por exemplo, plantas de crescimento ereto como goiabeiras e tangerineiras devem ser podadas mais baixo. Já, outras de crescimento mais esparramado, devem ser podadas mais alto, como as mangueiras. Plantas trepadeiras devem ser periodicamente desbrotadas para eliminar as brotações que surgirem no caule a partir do colo da planta.

Desbaste

O desbaste ou raleio de frutos são adotados para algumas variedades com o objetivo de aumentar o tamanho e a qualidade dos frutos.

Irrigação

A irrigação é uma prática que pode definir vida e morte para seu pomar. Embora os plantios sejam feitos em período chuvoso, a ocorrência de veranicos pode atrasar o desenvolvimentos das plantas. Por isso, é preciso a irrigação pelo menos uma vez por semana nos primeiros 45 dias após o plantio, com pelo menos 30 litros de água por planta. A irrigação é fator importante, pois sua falta diminui a quantidade de raízes, folhas, ramos, flores e frutas. O crescimento fica limitado e a vida da planta encurta. Até a safra pode ser prolongada ou antecipada. Entretanto, o excesso de água, em épocas de chuva, por exemplo, traz prejuízos à colheita, danificando frutos e favorecendo doenças.

Fonte: CPT

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