Agricultura

O preço do milho vai subir, apontam consultorias

Os preços do milho vão subir com escassez de grão no mercado brasileiro.

Foto: Reprodução Internet

Essa é a conclusão do levantamento feito pela Lansing Trader Group que aponta redução nos estoques a partir do começo de 2018.

– Estamos prevendo 16 milhões de toneladas a menos em 2018 do que no ano anterior, com redução da área de milho verão e clima adverso para o milho segunda safra. Dessa forma, os estoques vão ficar em níveis críticos de fevereiro a maio de 2018. Essa situação depende da confirmação de um volume de exportação recorde. O USDA prevê exportação de 34 milhões de toneladas, a Conab 28 milhões e nós 35,3 milhões de toneladas, disse Marcos Araújo, trader da Lasing Trade Group.

A seca que atinge boa parte do Brasil deve atrasar o plantio da safra de soja e impactar a segunda safra de milho no Brasil. Para o sócio-diretor da Agrosecurity, Fernando Pimentel, a safrinha já começa a ter problemas.

– Eu estou considerando uma safrinha com produtividade pior do que tivemos esse ano, algo em torno de 10% a menos. Nós não vamos ver milho a R$ 39 ou R$ 40 mas R$ 34 a R$ 35 por saca, que é um bom preço já a partir de janeiro, a depender do caminhar da safrinha.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de milho. Até 17 de setembro, a área colhida era estimada em 7% e a média para os últimos cinco anos é de 11%. Com a entrada do milho americano, não é possível prever uma explosão nos preços, afirma o analista de mercado da Terra Agronegócios, Enio Fernandes.

– Na safra de milho verão não sou negativo para preços, pois acredito que vamos exportar mais de 30 milhões de toneladas. Se exportarmos menos de 30 milhões vai atrapalhar os preços do milho porque os estoques vão ficar muito grandes e vamos estar concorrendo com o milho americano, disse.

Estimativas da consultoria Terra Agronegócios apontam que existem 23 milhões de toneladas de milho nas mãos de produtores brasileiros disponíveis para venda. A consultoria Safras&Mercado aponta que os produtores seguem optando pela retenção de milho como estratégia, enquanto diversos consumidores encontram dificuldades na composição dos estoques mesmo havendo um grande volume de milho safrinha a ser comercializado.

-Enquanto não chover e as exportações estiverem bem o preço tende a subir. Talvez depois que as chuvas retornem o mercado volte a se acalmar, diz Paulo Molinari, analista da Safras&Mercado.

Na contramão das previsões de alta de preços, a Céleres consultoria prevê que o atraso do plantio não terá efeitos significativos sobre as cotações do grão.

-Infelizmente a nossa leitura é que em função do quadro de oferta muito abundante de milho, principalmente nos Estados Unidos, somos um pouco céticos com altas expressivas dos preços do milho no segundo semestre. Obviamente as exportações já começaram a ajudar, mas não acredito que o atraso de plantio vá impactar decisivamente nos preços neste segundo semestre, disse Anderson Galvão.

Fonte/Créditos: Kellen Severo – Canal Rural

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