Agronegócio

Mulheres com mais voz ativa no campo

Levantamento da ABMRA atestou aumento da participação feminina na tomada de decisão nas fazendas

As mulheres têm conquistado cada vez mais espaço no agronegócio brasileiro. A constatação foi feita pela 7ª Pesquisa de hábitos do Produtor Rural, da Associação Brasileira de Marketing Rural & Agronegócio, apresentada em palestra da Beef Expo, em São Paulo, nesta quarta-feira, 7 de junho. O levantamento ouviu 2.835 agricultores e pecuaristas de 15 estados.

O estudo aponta que 31% das propriedades têm uma mulher em cargos de tomada de decisão, quase o triplo em relação à edição anterior da pesquisa, realizada em 2013. Desse total, 81% dos produtores consideram a participação feminina vital ou muito importante para a atividade.

“É uma constatação do espaço que as mulheres conquistaram no mercado de trabalho”, destacou Marcelo Claudino, diretor de Inteligência de Negócios da Informa FNP, instituto responsável pela pesquisa.

A pesquisa também constatou a maior presença de pessoas mais jovens nas fazendas. Atualmente, a média dos produtores brasileiros é de 46,5 anos, 31% a menos do que o constatado na edição anterior. O maior aumento foi na faixa de 26 a 35 anos, que saltou de 15% em 2013 para 21% neste ano. “Esse número indica que os filhos estão gerindo o negócio ao lado de seus pais”, explica Claudino.

A principal fonte de informação do produtor segue sendo a TV, citada por 92% dos entrevistados. Um dos canais que ampliou sua participação foi o Rádio, opção escolhida por 75% dos produtores. De acordo com Claudino, “o rádio tem a vantagem de permitir que as pessoas consigam executar trabalhos paralelos. Eles ouvem música e se mantêm atualizados com os noticiários locais e regionais”, afirmou.

O executivo também reforçou o crescimento dos meios digitais e quedas nos veículos impressos. A internet é o principal meio de comunicação para 42% dos entrevistados, alta de 3% em relação ao estudo anterior. Já o jornal e revista foram citados por 30% e 27% dos produtores, registrando recuos de 12% e 9% respectivamente.

Um dos fatores que tem impulsionado esse resultado é o crescente uso de celulares de alta tecnologia. O estudo constatou que 96% dos produtores têm pelo menos um smartphone. “O agronegócio tem uma tremenda capacidade de se reinventar e adotar novas tecnologias de comunicação”, afirmou Ricardo Nicodemos, diretor de pesquisas da ABMRA.

Em termos de eventos, os produtores afirmaram que Dias de Campo são os encontros mais importantes. Os pecuaristas também citaram leilões e feiras agropecuários. Já para os agricultores, os mais relevantes são feiras e palestras.

Os dois segmentos também concordaram em relação aos principais desafios enfrentados pelo produtor. Em primeiro lugar eles citaram o clima; com doenças e qualificação de mão de obra na segunda e terceira posição, respectivamente.

Outro fator que evoluiu consideravelmente é o número de produtores que mora em suas fazendas. Em 2013, 47% dos entrevistados possuíam residência apenas no campo, já na pesquisa desse ano esse número subiu para 56%.

Fonte: Portal DBO

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