Meio Ambiente

Máquina gigante que retira plástico do oceano está prestes a fazer sua primeira viagem

A estimativa é de que sejam coletados 5 mil quilos de plástico por mês com o primeiro sistema, que servirá como teste

A poluição dos mares é um grande problema da humanidade hoje. Mas um grande projeto pode começar a reverter essa situação. O sistema consiste em grandes tubos com o comprimento de um campo de futebol. A expectativa é de que sua primeira viagem será iniciada no verão do hemisfério norte e que colete 1,8 trilhão de pedaços de plástico.

A ideia para criar a máquina foi de Boyan Slat, que seis anos atrás, quando tinha 18 anos, apresentou uma palestra TEDx na qual afirmava que retirar as pequenas partículas de plástico do oceano poderia levar 80 mil anos. Como o material se espalha na água, em constante movimento, tentar capturá-lo com redes seria inviável. A ideia de Slat era usar as correntes como uma vantagem: ao criar uma barreira na água, o plástico poderia ser coletado mais rapidamente. E, depois de coletado, seria possível retirar o lixo da água e reciclá-lo.

A FORMA DE U CRIA UMA BARREIRA PARA CONSEGUIR COLETAR O PLÁSTICO QUE FLUTUA SOBRE A SUPERFÍCIE DO OCEANO (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK THEOCEANCLEANUP)

Slat saiu da universidade para trabalhar em cima desse projeto e criar uma entidade sem fins lucrativos que pudesse desenvolver a tecnologia. Assim nasceu, em 2013, a The Ocean Cleanup. A organização arrecadou US$ 2,2 milhões em campanhas de financiamento coletivo e com grandes investidores, como o CEO da Salesforce, Marc Benioff.

Até o fim de 2018, a organização espera conseguir trazer de volta ao continente o primeiro carregamento de plástico do giro do Pacífico Norte. A estimativa é de que sejam coletados 5 mil quilos de plástico por mês com o primeiro sistema, que servirá como teste. Assim que o projeto seja concluído, o sistema deve conseguir limpar a grande porção de lixo do Pacífico – de cerca de 40 mil toneladas – em cinco anos.

A The Ocean Cleanup criou basicamente um tubo gigante que flutua sobre a água, feito de plástico durável e flexível o suficiente para se dobrar com as ondas, mas rígido para manter a forma de U, criando uma barreira para conseguir coletar o plástico que flutua sobre a superfície do oceano. Uma tela de nylon, que fica abaixo da estrutura de tubos, coleta o plástico que fica abaixo da superfície, mas sem prender animais marinhos. Grandes âncoras ainda são deixadas a centenas de metros do nível do mar para manter o dispositivo estável.

Para criar o sistema, foi necessário contornar vários desafios de engenharia. O desenho original previa uma âncora que ficava no leito do mar, mas o custo e as complicações disso fizeram a equipe mudar para o modelo de âncora flutuante.

Fonte/Créditos: Época Negócios 

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