Agropecuária

MAPA quer retirar vacinação contra febre aftosa no país

O MAPA anunciou um plano para retirar a vacinação contra a febre aftosa em todo o território nacional.

Foto: Reprodução

O MAPA (Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) anunciou um plano para retirar a vacinação contra a febre aftosa em todo o território nacional. O país seria dividido em zonas que teriam a remoção da vacina em períodos diferentes, começando pelos estados do Acre e Rondônia. A remoção começaria a ser implantada em maio de 2018, retirando da vacina a proteção contra o vírus C da doença, mantendo apenas a proteção contra os vírus A e O.

De acordo com o planejamento, até 2021 a vacinação não seria mais necessária no Brasil, e em 2023 o país seria uma área livre da febre aftosa. A retirada da vacina obrigatória já era defendida por alguns órgãos do ramo, como a Famato (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso), devido a pouca incidência da doença no estado e as despejas com vacinas dos produtores. Por enquanto apenas três estados não estão livres da doença, Roraima, Amapá e Amazonas.

Até julho deste ano a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) vai reunir opiniões de todas as federações de agricultura e pecuária do país para verificar se estão de acordo com o texto ou propõe ressalvas a ele.

A febre aftosa é uma zoonose, uma enfermidade que pode atingir animais e humanos. Dentre os animais, os bovinos, suínos, caprinos e ovinos podem contrair a doença, os cavalos não são afetados. Existem sete tipos de vírus da doença e ela é altamente contagiosa.

Como existem casos de reincidência da doença mesmo em áreas em que ela foi erradicada, alguns cuidados serão necessários em termos de prevenção. Sem o controle e vigilância dos animais em deslocamentos por fronteiras, sacrifício dos animais infetados ou que foram expostos ao vírus e desinfecção dos locais e materiais infectados a doença pode voltar. Com informações do Canal Rural, Circuito Mato Grosso e Rádio EBC.

Fonte/Créditos: Meio Rural

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