Economia

Ibovespa salta 3% e dólar cai a R$ 3,82 por onda de euforia com Bolsonaro

Parte dos investidores começa a considerar uma vitória do deputado já no primeiro turno

O mercado brasileiro registra mais um dia de euforia após os dados da pesquisa Datafolha confirmarem o
cenário mais favorável para Jair Bolsonaro (PSL) na corrida eleitoral apontado pelo Ibope. Parte dos
investidores começa a considerar uma vitória do deputado já no primeiro turno, que ocorre no domingo (7).
Ações da Petrobras (PETR4 +8,67%; PETR3 +6,74%) disparam com otimismo e Suzano (SUZB3
-3,75%) derrete com queda do dólar.

Às 12h20 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 2,91%, a 83.985 pontos. O contrato de dólar futuro com
vencimento em novembro tinha queda de 2,27%, cotado a R$ 3,862, e o dólar comercial caía 2,19%, para
R$ 3,848.

O Datafolha foi divulgado na noite de ontem e mostrou Jair Bolsonaro (PSL) subindo de 28% para 32%,
enquanto Fernando Haddad (PT) oscilou para baixo, passando de 22% para 21%. A diferença entre os dois
chegou a 11 pontos percentuais. No Ibope de ontem, a diferença era de 10 pontos, com o deputado do PSL
chegando a 31%, contra 21% do petista. Considerando-se apenas os votos válidos, Bolsonaro tem 38% ante
25% de Haddad. Para se eleger no primeiro turno, são necessários 50% mais um.

No terceiro lugar, e cada vez mais distantes, aparecem empatados tecnicamente Ciro Gomes (PDT), que
manteve o patamar de 11% das intenções, e Geraldo Alckmin (PSDB) que voltou a oscilar para baixo,
saindo de 10% para 9%.

Bolsonaro não só aumentou sua liderança, como vê sua situação em eventuais cenários de segundo turno
melhorar. Contra Haddad, seu principal concorrente, o Datafolha agora coloca o deputado numericamente à
frente do petista, 44% x 42%, mas ainda empatado tecnicamente.

Os investidores seguem ainda na expectativa da divulgação de nova pesquisa Ibope prevista para esta noite.

Bolsas mundiais
As bolsas chinesas encerraram sem direção definida puxada pela queda de montadoras no Japão
e recuperação das perdas na China. Na Europa, as bolsas operam em alta, se recuperando da
aversão ao risco do pregão anterior com receios em relação à Itália. Notícia de que o governo
italiano cedeu às pressões na União Europeia para que o país reduza sua meta de déficit fiscal
impactam positivamente as ações por lá.

Os índices futuros em Wall Street também se recuperam das perdas diante da dissipação do
temor com a Itália na véspera e dados otimistas do mercado de trabalho.

O preço do petróleo tipo WTI se sustenta no patamar de US$ 75 e o tipo Brent em US$ 84 pelo
terceiro dia seguido com as expectativas de oferta mais apertada da commodity com as sanções
dos Estados Unidos ao Irã previstas para entrar em vigor a partir de novembro.

Destaques da Bolsa
Estatais como Eletrobras (ELET3 +11,45%;ELET6 +9,96%), Petrobras (PETR3 +6,74%;PETR4
+8,67%) e bancos como Itaú (ITUB4 +3,85%), Banco do Brasil (BBAS3 +8,08%) e Bradesco (BBDC4
+4,47%), mais sensíveis ao cenário eleitoral, seguem a disparada da véspera, algumas com ganhos de 2
digítos. As quedas se resumem aos papéis da Suzano (SUZB3 -3,75%) e Fibria (FIBR3 -0,78%), que
registraram baixa em meio à queda do dólar, assim como Vale (VALE3 -0,25%) e sua holding, a Bradespar
(BRAP4 +1,25%).

Fonte/Créditos: InfoMoney

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