Agricultura

Google diz que agricultura urbana pode gerar U$S 160 bilhões ano

Produção de alimentos seria da ordem de 100 a 180 milhões de toneladas.

Foto Ilustração/Reprodução Internet

O valor que poderia ser gerado pela agricultura urbana, se fosse implementada de forma maciça, poderia chegar a U$S 160 bilhões anuais. É o que aponta estudo financiado pela National Science Foundation (NSF) e dirigido pela Universidad Estatal de Arizona (ASU) em parceria com pesquisadores do Google.

Para desenvolver estimativas em escala global, os cientistas analisaram o número da população mundial, a área urbana e a base de dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) utilizando a plataforma Earth Engine do Google. Em seguida, eles adicionaram dados mais precisos por país.

A produção anual de alimentos seria da ordem de 100 a 180 milhões de toneladas. A economia de energia seria de 14 a 15 bilhões de quilowatts-hora, em função das propriedades isolantes fornecidas pelos chamados “telhados verdes”. Além disso, a captura de nitrogênio estaria entre 100.000 e 170.000 toneladas, o que evitaria torrentes de 45 a 57 bilhões de metros cúbicos de água.

A pesquisa, publicada na revista da American Geophysical Union “Earth’s Future”, estima que a agricultura urbana poderia ajudar a alimentar o mundo e complementar a agricultura industrial, que enfrentará desafios ainda maiores como resultado das mudanças climáticas.

“A análise do nexo alimento/energia/água às vezes deixa a impressão de que os benefícios se concentram em um só lugar e os custos em outro. Mas nem sempre é esse o caso. A agricultura urbana é uma indústria subdesenvolvida, que pode isolar nitrogênio nas cidades, gerar poupança de energia, ajudar a moderar o clima urbano, reduzir torrentes de águas pluviais e fornecer alimentos mais nutritivos”, defende Tom Torgersen, diretor da NSF.

O autor principal do estudo, Nicholas Clinton da Google Inc., afirma que “os países com maior potencial para a agricultura urbana são aqueles com temperaturas mais temperadas, sejam eles desenvolvidos ou em desenvolvimento, mas com uma combinação adequada de culturas. Isso inclui a China, o Japão, a Alemanha e os Estados Unidos”.

Fonte/Créditos: Portal AgroLink

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