Agronegócio

Entidades buscam soluções para crise nos setores de aves e suínos

CNA e ABPA pedem simplificação no processo de prorrogação de dívidas das operações de custeio e investimento

Representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) se reuniram para buscar soluções para a crise enfrentada pelo setor de aves e suínos, tanto no mercado interno quanto externo.

As duas entidades, que criaram o Comitê de Gestão de Crise de Aves e Suínos, solicitaram ao Banco do Brasil a simplificação no processo de prorrogação de dívidas das operações de custeio e investimento. A medida beneficia produtores rurais, cooperativas e agroindústrias que desenvolvem as atividades de avicultura e suinocultura.

“O Banco entendeu a crise que o setor está enfrentando e permitiu a prorrogação de dívidas de custeio por um prazo de dois anos e as de investimento para um ano adicional ao final do contrato para cada parcela adiada”, disse, em nota, o Superintendente Técnico da CNA, Bruno Lucchi.

A alta nos preços do milho, principal insumo da ração animal, foi outro tema de discussão. A CNA informou aos participantes da reunião que já solicitou ao governo leilões no formato de Valor de Escoamento de Produto (VEP) e a reestruturação da venda de milho balcão para 40 toneladas mensais por cadastro. “A venda de milho balcão já saiu, mas a quantidade não atende os produtores, já que o limite mensal por cadastro é de 14 toneladas”, afirmou o assessor técnico da CNA, Victor Ayres.

Com relação à situação dos produtores integrados frente à crise, Victor explicou que pela lógica do modelo de integração, o produtor que está inserido em um sistema integrado deve ter a garantia de rentabilidade mínima e estar protegido ante as oscilações de mercado.

“Por conta da crise, algumas unidades estão reduzindo os abates ou até mesmo paralisando as atividades. Mas o produtor precisa pelo menos receber o pagamento para quitar dívidas de financiamentos e um custeio mínimo para arcar com as despesas da sua granja, independente de estar desalojado”, disse Victor.

Fonte/Créditos: Universo Agro

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