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Empresário inventa máquina que facilita a extração de açaí e salva vidas

A Trajano fez uma colhedora da fruta que pode ser operada do chão. Com isso, pessoas não precisam subir nas palmeiras para extrair a tradicional fruta

O Pará é a terra do açaí no Brasil. O estado é o maior produtor da fruta, com quase 99% do que é colhido, afirma pesquisa do IBGE. Apesar do potencial, o setor ainda usa um processo de colheita onde pessoas sobem em palmeiras altíssimas – o que causa acidentes e até mortes de trabalhadores por quedas. Uma pequena empresa de Tucuruí, no interior do estado, quer mudar esse cenário ao criar uma ferramenta que deixa o extrativismo mais fácil.

A Trajano, fundada pelo agricultor e mecânico Trajano José Alves, inventou uma máquina colhedora de açaí que pode ser operada do chão. Dessa maneira, os funcionários que extraem as frutas não precisam subir nas palmeiras, que costumam ter, em alguns casos, até 15 metros.

Do próprio chão, ele conecta a colhedora no tronco da palmeira. Com a ajuda de uma haste, ele impulsiona o equipamento para cima que, com a força do movimento, corta as palmas com o açaí graças às lâminas afiadas (veja no vídeo abaixo como o processo funciona).

Roberto Pacheco, 58 anos, é sócio do inventor do produto.  A principal vantagem do invento é proteger a integridade física das pessoas que fazem a colheita do açaí. “Quem trabalha no setor sabe: muita gente morre ou fica ferida por causa das quedas do topo da palmeira da fruta. A máquina elimina esse risco e, ao mesmo tempo que promove a segurança, aumenta ainda a produtividade dos negócios de açaí”.

Segundo Pacheco, a máquina custa cerca de R$ 1000,00. A fabrica de Trajano, por enquanto, consegue produzir trinta por mês, mas se prepara para aumentar a produção por conta da demanda da região.

Origem

Trajano sempre trabalhou com manutenção de equipamentos para roças. Ele teve a ideia de construir o equipamento logo depois de comprar um pedaço de terra em Tucuruí que tinha uma grande plantação de açaí. “Ele ficava inconformado com o modo de extração e os riscos para quem fazia”, diz Pacheco. “Ele entrou na oficina decidido a resolver o problema e conseguiu em apenas dois anos tirar a colhedora do papel”.

Além da colhedora de açaí, Trajano usa sua pequena indústria familiar para desenvolver novas ferramentas. “Ele é um empreendedor inquieto e que deseja facilitar o dia a dia de quem trabalha na roça”, diz Pacheco.

Fonte: PEGN

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