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Determinadas culturas agrícolas sofrem com a falta de defensivos específicos

Frutas, legumes e verduras são as que mais carecem de produtos adequados para o combate de pragas e doenças

Grande parte da produção de frutas, legumes, verduras sofre com a falta de defensivos agrícolas específicos, o que faz com que produtores rurais destas atividades acabem utilizando produtos destinados a outras culturas para o combate de pragas e doenças, destacaram especialistas no tema, entre os quais Eduardo Trevisan do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e Marcelo Morandi, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, em painel da Conferência Ethos, realizado nesta quarta-feira (26), em São Paulo (SP).

Segundo Trevisan, este quadro é um dos fatores que leva a casos de não-conformidade de resíduos de defensivos em produtos agrícolas, assim como o manejo inadequado na aplicação nas lavouras. “Falta assistência técnica e também maior acesso do agricultor, especialmente o pequeno e médio a outras soluções, como, por exemplo, o controle biológico, biodefensivos, entre outras.”

De acordo com Trevisan, a expansão de biossoluções esbarra na ausência de uma legislação específica para o registro destes produtos, que ficam sujeitos ao guarda-chuva regulatório das leis dos defensivos e fertilizantes convencionais, por exemplo. “Neste caso, o produtor fica refém de legislações generalistas.” O especialista ressaltou que o produtor rural não usa agroquímicos porque ele quer, e sim porque são necessários. “Estes produtos são custo para o agricultor.”

Na avaliação de Morandi, da Embrapa, o desafio para o uso mais racional de defensivos na agricultura passa por capacitação, com foco na aplicação, manejo correto dos produtos. Segundo ele, existem problemas relacionados à entrega de assistência técnica, extensão rural, principalmente para os pequenos produtores.

Trevisan ressaltou que as startups de agricultura digital e as respectivas soluções que estão sendo desenvolvidas são um caminho interessante para se melhorar a capacitação no campo.

Ademais, Morandi frisou que a agropecuária brasileira é tão grande, rica e diversa, que permite e demanda a coexistência entre diversos modelos de produção, entre os quais, com o uso de agroquímicos, orgânicos, agroecológico, etc., no que foi corroborado por Fábio Ramos, do Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), outro integrante do painel.

Fonte/Créditos: Universo Agro

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