Agropecuária

Cruzamento industrial Red Angus x Nelore

Mais bem sucedido resultado de cruzamento industrial dos últimos tempos.

A razão principal para se fazer o cruzamento industrial orientado entre raças é aumentar a lucratividade, por meio do aumento da produtividade (eficiência de produção). Nenhuma raça é perfeita. Cada uma tem seus pontos fortes e fracos. O animal produto do cruzamento deverá combinar o elevado potencial de produção da raça de clima temperado com a adaptação da raça tropical.

A combinação das qualidades desejáveis das raças parentais permite a obtenção de uma progênie superior. Ou seja, quanto mais as raças utilizadas se complementarem nas características produtivas, melhor será o resultado dos produtos do cruzamento. O exemplo mais claro disso é combinar características de adaptabilidade, ou seja, aproveitaremos a resistência e fertilidade das vacas zebu, e o ganho de peso, precocidade sexual e de acabamento das raças taurinas europeias.

Ao fazer o cruzamento entre Nelore e Angus, visando aumentar a eficiência do sistema de produção de carne na próxima geração do rebanho, o pecuarista está buscando as vantagens do “choque de
sangue”. Estará juntando as características de uma raça que apresenta capacidade de suportar os rigores do clima tropical, como os zebuínos, com as características de outra raça especializada, que tem capacidade de transformar o alimento consumido em carne mais rapidamente, como os taurinos.

Isso quer dizer que se uma raça europeia enfrenta problemas de estresse calórico, utiliza-se no cruzamento a adaptação ao clima tropical do zebu, como fator de complementaridade. Se os animais taurinos apresentam menor resistência aos parasitas, isso será compensado no cruzamento, com a alta resistência dos zebuínos a esses parasitas.

Quando se faz a inseminação de uma vaca Nelore com sêmen touro Angus, o vigor híbrido se manifesta em máxima intensidade, porque se trata de raças puras diferentes e distantes geneticamente. O resultado é a geração de descendentes com capacidade de produção até 25 por cento superior à média dos seus pais.

Fonte/Créditos: Portal Agropecuário

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