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Como fazer o manejo de bovinos para engorda em confinamento

O tratador deve sempre estar atento para realizar ajustes das quantidades de ração fornecidas para cada lote.

A observação da aparência e do comportamento dos animais deve ser uma rotina. – Foto: Reprodução Internet

O manejo no confinamento deve ser feito sempre de forma calma, evitando acidentes e que os animais se estressem. Vacinações, pesagens, embarque, desembarque e transporte também devem ser realizados de maneira cuidadosa, evitando edemas e machucados que possam prejudicar a qualidade da carne, especialmente as de cortes nobres.

Sendo assim, a observação da aparência e do comportamento dos animais deve ser uma rotina. Qualquer mudança nesses dois fatores poderá ser um indicativo de algum problema. Os animais doentes deverão ser separados do lote para tratamento e poderão retornar somente após total recuperação.

Na maioria das vezes, animais doentes têm dificuldade em se alimentar, e por isso não conseguem garantir espaço no cocho e na competição com os outros animais do lote. Assim, tendem a ficar cada vez mais magros, e a desnutrição acaba deteriorando ainda mais sua condição de saúde.

No início do confinamento, entre 7 e 14 dias, os animais não estão habituados ao alto consumo de alimentos, característico do confinamento. Cabe ao pecuarista fornecer ração ao bovino de forma completa, misturada de maneira homogênea. Dessa forma, ele evita o consumo seletivo pelos animais, já que é normal consumirem primeiro alimentos concentrados e mais palatáveis.

Para que não haja excesso ou falta de alimento, o tratador deve sempre realizar ajustes nas quantidades de ração fornecidas para cada lote. Esse sistema, conhecido como manejo de arraçoamento, permite que os animais tenham sempre ração fresca e cochos limpos, evitando, assim, a diminuição do consumo por causa de fermentação dos alimentos.

Após apartar e vender todos os bois em bom estado de terminação, pode ser que sobrem animais do lote que ainda não chegaram ao peso de venda. É aí que entra o manejo de reagrupamento de lotes, porém a união de dois lotes deverá ocorrer somente com o gado de meio e de fundo. Além disso, animais de cabeceira nunca devem ser remanejados e juntados com animais de outro lote, pois a disputa pela dominância causa estresse e redução do consumo de ração, resultando em perda de peso.

Fonte/Créditos: Portal Agropecuário

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