Educação

Buenos Aires é a melhor cidade da América Latina para estudar, aponta levantamento

A cidade argentina subiu 17 lugares em um ano e pela primeira vez ultrapassou Barcelona e Madri. Mais de 61.000 jovens chegaram em Buenos Aires em 2017

Madri, Barcelona e Lisboa têm seus encantos, a vantagem de ficarem na Europa e mais perto dos centros acadêmicos mais relevantes. No entanto, na hora de escolher uma cidade para ir estudar, Buenos Aires foi a escolhida.

Buenos Aires chegou ao 25º lugar do ranking QS, acima de outras cidades da América Latina, da Espanha e de Portugal. Embora lidere o ranking latino-americano há cinco anos, pela primeira vez conseguiu ultrapassar Barcelona e Madri. Neste ano, a cidade subiu 17 lugares. Nenhuma das cidades que estão nos primeiros 50 lugares do ranking cresceu tanto.

O ranking QS é realizado pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds. É elaborado com base em diversos parâmetros, como o nível acadêmico das universidades da cidade; a quantidade e a diversidade de estudantes; e a acessibilidade do ponto de vista econômico. Os dados são obtidos das universidades e também de pesquisas de percepção com cerca de 50.000 estudantes.

Em 2017, Buenos Aires assinou um acordo com 22 universidades argentinas, entre elas a UBA, para estimular o recebimento de estudantes.

“Buenos Aires subiu principalmente devido à maneira em que os estudantes avaliam a experiência na cidade e se ficariam aqui depois de se formarem. A cidade foi a décima nesse indicador a nível global. Buenos Aires também se destaca nas perspectivas de trabalho que apresenta após a formatura”, disse Jack Moran, da QS, ao Clarín.

Mas os resultados também mostram que Buenos Aires é uma cidade “cara”. Ficou em 10º lugar no quesito “acessibilidade econômica”. Esse foi o ponto mais fraco. Em termos mundiais, foram consideradas 489 universidades de mais de 100 cidades. Londres lidera pela primeira vez o ranking mundial. Depois vêm Tóquio, Melbourne e Montreal. Nenhuma cidade dos Estados Unidos aparece entre as 10 melhores para estudar. Boston continua sendo a líder no país, mas caiu do 8º para o 13º lugar.

A nível global, Buenos Aires subiu do 42º lugar para o 25º lugar. Ficou na frente de Barcelona (31ª), Madri (32ª), Lisboa (50ª), Cidade do México (51ª), Santiago (62ª), São Paulo (69ª) e Bogotá (73ª). Entre as primeiras 10 classificadas, a única que cresceu neste ano foi Buenos Aires.

Mais de 61.000 estudantes internacionais chegaram a Buenos Aires em 2017 com o objetivo de estudar por menos de um ano em programas de intercâmbio, pós-graduação, mestrado ou cursos curtos. Esses jovens, considerados pelo governo portenho como “turistas de estudo”, gastaram cerca de US$ 169 milhões em estadia, de acordo com o Indec, 25% a mais do que em 2016.

Em 2017, Buenos Aires assinou um acordo com 22 universidades argentinas, entre elas a UBA, para estimular o recebimento de estudantes. Esse acordo ocorreu no marco do programa “Study Buenos Aires”, que proporciona algumas facilidades aos estudantes, principalmente nos primeiros dias, como o “kit de pré-chegada”, que inclui uma linha gratuita de celular, um cartão SUBE e uma tarifa especial em hostels para as primeiras noites. O objetivo é chegar a receber 100.000 estudantes em 2021.

O programa “Study Buenos Aires” organiza atividades culturais e de entretenimento e também visitas de negócios a empresas e políticas, ao Congresso e à Câmara Legislativa. Mais de 25.000 estudantes já participaram dessas atividades.

“Nós recebemos estudantes do mundo inteiro que vêm fazer um semestre de intercâmbio. A maioria são europeus, mas há estudantes de todos os países. O ambiente da UBA e a cidade os atraem. O mais positivo é que esses jovens vão terminar suas carreiras na Europa e se transformarão em uma referência importante para a UBA e para a Argentina”, disse o reitor da UBA Alberto Barbieri em uma entrevista com o Clarín.

O objetivo é chegar a receber 100.000 estudantes em 2021. (Foto: Reprodução)

Alfredo Fragueiro, diretor do Study BA, disse que neste ano pretendem ampliar esses benefícios. “Os estudantes encontrarão os kits de pré-chegada em um locker em Ezeiza. Além disso, estamos procurando um espaço onde todos possam se encontrar e lançaremos um site com toda a oferta”, disse.

Consultado sobre se a atual crise econômica poderia influir nestes bons resultados, Fragueiro afirmou que está demonstrado que a demanda dos estudantes internacionais é “inelástica”. “A cidade tem um ativo acadêmico, uma diversidade cultural e uma oferta gastronômica que excedem o conjuntural. Os jovens que vêm não estão preocupados com o tipo de câmbio”, afirmou.

“A mobilidade dos estudantes internacionais distingue hoje as cidades, dinamiza a circulação dos talentos e a produção de conhecimento”, disse Fernando Straface, secretário-geral de Relações Internacionais do governo da cidade de Buenos Aires.

Fonte: Clarín

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