Política

Bolsonaro reafirma grande plano de privatização “com muita responsabilidade”

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, reafirmou nesta sexta-feira que seu governo terá um grande plano de privatização, ainda que setores estratégicos fiquem de fora, e negou que esteja tendo atritos com Paulo Guedes, apontado para comandar o ministério da Fazenda caso vença as eleições.

“Vai ser um grande plano de privatização? Sim, vai ser, mas com muita responsabilidade”, disse Bolsonaro em uma transmissão de vídeo, voltando a especificar que não pensa em privatizar Furnas, subsidiária de geração controlada pela Eletrobras.

“E pode ter certeza que o mercado não vai se decepcionar conosco não”, acrescentou.

Logo em seguida, o candidato fez questão de afirmar: “não estou batendo de frente com o Paulo Guedes, de jeito nenhum.”

“E, afinal de contas, eu concordo com 90 por cento do que ele diz e ele concorda com 90 por cento do nosso lado”, disse. “Está bem encaminhado esse casamento.”

Bolsonaro anunciou na quinta-feira, juntamente com outros nomes, Guedes como seu futuro ministro da Fazenda, caso seja eleito.

Sou favorável a privatizar distribuidoras da Eletrobras e parte da área de geração, diz Paulo Guedes

RIO DE JANEIRO (Reuters) – O economista Paulo Guedes, guru econômico do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), afirmou nesta sexta-feira que é favorável à continuidade do processo de venda de distribuidoras da Eletrobras e de parte da área de geração da elétrica.

Mais cedo nesta semana, as ações da estatal despencaram após Bolsonaro destacar suas resistências em relação à privatização da companhia, citando a área de geração de eletricidade.

Sobre o tema, Guedes, que já foi indicado por Bolsonaro como sua escolha para comandar o ministério da Fazenda, afirmou ser a favor da privatização das distribuidoras da Eletrobras. Em seguida, manifestou apoio à venda de parte da geração da estatal.

“Na distribuição sim (sou a favor de privatizar), na transmissão isso é muito difícil, mas na geração há casos que sim outros que não. Há muitos casos de geração privada forte”, disse ele, citando o segmento de geração eólica.

A jornalistas, Guedes avaliou que ao longo dos últimos anos a Eletrobras perdeu a capacidade de investir e a venda de ativos pode ajudar na solução do problema.

“Com a redemocratização, é natural que os recursos sejam exigidos para a área social, como saúde, educação e segurança pública. A essência do programa econômico é continuar essa transformação de um Estado que perdeu capacidade de investir e foi aparelhado e com corrupção … Eu defendo que essa transformação do Estado seja agudizada”, disse.

No caso das distribuidoras, o atual governo já privatizou quase todas as companhias da Eletrobras, com exceção da unidade no Amazonas, cujo leilão está previsto para 25 de outubro, e a de Alagoas, uma operação suspensa provisoriamente por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Falando de maneira geral sobre privatizações, Bolsonaro afirmou em uma transmissão ao vivo no Facebook nesta noite que concorda com “90 por cento” do que seu conselheiro econômico diz. Também afirmou não estar batendo de frente com Guedes “de jeito nenhum”.

Vamos votar nossa reforma da Previdência no 1º ano de governo, diz Bolsonaro

BRASÍLIA (Reuters) – O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou neste sábado que pretende votar a reforma da Previdência num eventual primeiro ano de governo, em referência à mudança na Constituição que é considerada crucial para reequilibrar a grave crise fiscal do país.

Ele destacou, no entanto, que vai votar a sua reforma, numa indicação de que a proposta enviada pelo governo do presidente Michel Temer, que já foi aprovada em comissão especial na Câmara dos Deputados, não prosperará.

“Se for presidente, vamos votar em 2018 uma reforma nossa da Previdência”, disse Bolsonaro a jornalistas na casa do empresário Paulo Marinho, na zona sul do Rio de Janeiro, onde foi gravar programas eleitorais de rádio e TV.

Nesta semana, o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, havia dito que o coordenador econômico do programa de Bolsonaro, Paulo Guedes, poderia conversar com o governo Temer ainda neste ano sobre a reforma, sem dar detalhes do que isso representaria.

O time econômico que está estruturando as propostas do presidenciável segue vendo a reforma como prioritária e queria aproveitar a proposta sobre o tema que está estacionada no Congresso para endurecer as regras do atual regime, de repartição, preparando o terreno para introduzir posteriormente a opção por um novo modelo de Previdência, de capitalização.

Neste sábado, Bolsonaro também afirmou que pretende levar adiante outra emenda à Constituição, esta para promover a redução da maioridade penal. A equipe do presidenciável defende uma diminuição de 18 para 17 anos. Depois, o patamar poderia eventualmente cair para 16 anos.

A jornalistas, Bolsonaro afirmou que não espera uma oposição forte no Congresso em 2019 caso vença as eleições, citando o apoio de muitos parlamentares eleitos e de bancadas estaduais.

O presidenciável também reiterou que pretende trabalhar para a adoção do voto impresso com a urna eletrônica para o pleito de 2020.

Haddad diz que Bolsonaro não tem qualificação nem para ser vereador, quanto mais presidente

(Reuters) – O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, voltou a atacar neste sábado seu adversário no segundo turno, afirmando que Jair Bolsonaro (PSL) não tem qualificação nem para ser vereador, quanto mais presidente da República.

“Acho que para vereador ele não tem qualificações para ser”, disse Haddad, em ato de campanha com movimentos culturais em São Paulo. “Ele não tem qualificação para ser deputado, quanto mais para ser presidente.”

A afirmação foi feita após Haddad se dirigir a uma mulher negra que havia falado no evento para se desculpar de declaração feita no passado pelo presidenciável do PSL, que é deputado federal.

“Eu nunca imaginei que um cara que afirmasse que o filho não casaria com uma negra porque foi bem educado poderia estar no segundo turno de uma disputa presidencial”, disse Haddad.

“Eu considero uma pessoa que fala isso talvez o pior parlamentar do Congresso Nacional”, acrescentou.

O candidato do PT prometeu destinar parte dos recursos do Ministério da Cultura à produção cultural da periferia. Haddad também prometeu estender para todo país sua iniciativa, de quando era prefeito de São Paulo, de passe livre para estudantes no transporte público.

No final, o petista fez um apelo por mobilização nas próximas semanas, lembrando que com pouco tempo de campanha –substituiu em setembro o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, barrado pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa– saiu de 4 por cento nas pesquisas eleitorais para 42 por cento, patamar apontado na primeira pesquisa do instituto Datafolha para o segundo turno. O levantamento mostrou Bolsonaro na dianteira da disputa, com 58 por cento.

Haddad também atacou o adversário pelo sua atuação enquanto parlamentar.

“Vinte e ointo anos deputado federal, alguém me diz aqui uma única conquista do Bolsonaro”, questionou. “O que ele fez pelo país? Absolutamente nada.”

APOIO A GOVERNADORES

Nesta sexta-feira, houve mais um encontro da campanha de Bolsonaro na casa do empresário Paulo Marinho, no Rio de Janeiro. Questionado por jornalistas sobre o apoio de Bolsonaro a candidatos a governador, o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, reiterou que isso só acontecerá nos casos em que o partido está na coligação pela disputa estadual.

“Existe uma posição estratégica de não se envolver em questões estaduais, tirando os três candidatos do PSL que concorrem aos respectivos governos”, afirmou.

Bolsonaro iria fazer gravações para programa eleitoral nesta sexta-feira, mas segundo Bebianno a gravação foi adiada após o presidenciável relatar desconforto físico.

Bolsonaro diz que propostas de Haddad não devem ser levadas em conta pois Lula é quem governaria

RIO DE JANEIRO (Reuters) – O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse neste sábado que as propostas de seu adversário na disputa pelo Palácio do Planalto, Fernando Haddad (PT), não devem ser levadas em conta, já que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é quem estaria no comando de um eventual governo petista.

“Não adianta você ter boas propostas, como ele deve ter, mas (que) após uma possível eleição não serão colocadas em prática porque quem vai escalar é o Lula”, disse a jornalistas na casa do empresário Paulo Marinho, na zona sul do Rio de Janeiro, onde foi gravar programas eleitorais de rádio e TV.

Bolsonaro destacou que o povo já sabe o que o PT pode oferecer depois de a legenda ficar anos no poder com Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff. E quis marcar um contraponto ao afirmar que não tem “obsessão pelo poder”.

Haddad já afirmou que as propostas que defende estão no programa de governo que ele foi coordenador quando Lula ainda era o candidato do PT. O ex-presidente teve sua candidatura barrada com base na Lei da Ficha Limpa.

O ex-capitão também não descartou a possibilidade de participar de debates antes do segundo turno das eleições, após sua junta médica ter dito que ele só teria condições de fazê-lo depois da próxima quinta-feira, enquanto se recupera de facada sofrida em um ato de campanha em Minas Gerais.

“Se eu for a um debate, eu e ele, sem interferência externa, estou pronto para comparecer”, disse.

Ele repetiu que, caso eleito, não vai aceitar indicações políticas para cargos-chave do governo. Também reforçou aguardar providências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para evitar irregularidades e problemas na votação do segundo turno.

“Minha grande preocupação é com as falhas que ocorreram no primeiro turno nas sessões eleitorais… espero que o TSE tome providências porque houve uma enxurrada de reclamações”, disse.

MUDANÇAS NA LEGISLAÇÃO

Bolsonaro também voltou a dizer que, se eleito, pretende apresentar emendas à Constituição, mas que é contra a convocação de uma Assembleia Constituinte.

“Somos escravos da Constituição”, afirmou ele, reiterando mensagem que vem martelando para desfazer temores de que não respeitará o sistema democrático após seu colega de chapa, o general da reserva Hamilton Mourão, ter dito ser favorável à realização de uma Constituinte com a presença de pessoas não eleitas pelo voto.

“Apresento emendas e se o Parlamento concordar tudo bem. Agora Constituinte, não”, acrescentou Bolsonaro.

(Por Rodrigo Viga Gaier; Edição de Marcela Ayres)

Se dirigente do PT errou e há provas, tem de ir para cadeia, diz Haddad (no ESTADÃO)

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, disse neste sábado, 13, que dirigentes do partido que enriqueceram com crimes de corrupção têm de ir para cadeia, desde que haja provas de irregularidades. O petista também atribuiu parte dos casos de corrupção nas gestões de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff a falta de controles internos em empresas estatais.

“Faltou controle interno nas estatais, isso é claro. Os diretores ficaram soltos para promover a corrupção e se enriquecer pessoalmente”, disse Haddad, em ato de campanha na periferia de São Paulo. “Se algum dirigente (do partido) cometeu erro, garantido o amplo direito de defesa, se concluir que enriqueceu, tem que ir pra cadeia. Com provas. “

Haddad faz campanha na periferia de São PauloHaddad faz campanha na periferia de São Paulo Foto: Felipe Rau/ Estadão

De acordo com Haddad, a gestão dele no Ministério da Educação será um exemplo aos órgãos do governo se ele for eleito presidente da República. “Não tivemos caso de corrupção no Ministério que eu comandei durante seis, quase sete anos, porque tínhamos controladoria forte. Éramos um dos maiores orçamentos da República. Este mesmo tipo de controle à corrupção nós vamos ter nas estatais”, afirmou o candidato.

Questionado sobre a necessidade de autocrítica às gestões petistas, Haddad disse que faz críticas rotineiramente. “Todo dia eu faço crítica a alguma coisa que foi feita equivocada mostrando o caminho para superar. Eu tenho de apontar os caminhos de superação”, respondeu.

Haddad vinha sendo cobrado para fazer autocríticas aos erros do PT, principalmente por setores mais ligados ao centro que hesitam em aderir à sua candidatura contra Jair Bolsonaro, do PSL.

Haddad é mais perigoso do que parece

Fernando Haddad desistiu de tirar Lula da cadeia?

Neste sábado, ele disse:

“Se algum dirigente partidário comete erro, garantido o amplo direito de defesa, mas se concluir que alguém enriqueceu, tem que ir para a cadeia.”

Fernando Haddad simplesmente desconsidera o enriquecimento de Lula com a propina das empreiteiras. O cinismo do poste mostra que ele é muito mais perigoso do que parece.

Se eleito, Bolsonaro vai propor reforma da Previdência no começo de 2019

Jair Bolsonaro disse neste sábado que, se eleito, vai propor a reforma da Previdência no começo de 2019.

“Vou votar a nossa reforma em 2019. Tem que fazer as mudanças que têm que ser feitas”.

Questionado se pretende fazer outras alterações na Constituição, o candidato do PSL citou a diminuição da maioridade penal.

“Quero reduzir a maioridade penal, que é uma luta minha de 20 anos. Vamos ver se a gente consegue”.

Fonte/Créditos: Reuters/O Antagonista/Estadão via Noticias Agricolas

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