Agronegócio

Bayer lança unidade de sementes em MG

Foco da estação de pesquisa são hortaliças e vegetais, especialmente tomate, cebola, cenoura e melancia

Foto: Reprodução Internet

A Bayer inaugurou nesta terça-feira, 1, sua nova estação de melhoramento genético de sementes de hortaliças e vegetais no Brasil. A unidade fica em Uberlândia, MG, tem área de 41 hectares e é a primeira da empresa no hemisfério sul com infraestrutura completa para o desenvolvimento de sementes, incluindo área de fitopatologia.

Os focos dos campos experimentais no município mineiro são os cultivos de tomate, cenoura, cebola e melancia. O primeiro já tem duas variedades no mercado criadas em Uberlândia e com genética 100% brasileira: a Arendell e a Totalle. “Além desses dois de crescimento indeterminado – com pés que não param em certa altura como os determinados -, temos mais híbridos da cultura que estão passando de uma fase semi-comercial para comercial”, diz Ailton Ribeiro, diretor de pesquisa da unidade. Na melancia, há o projeto Pingo Doce, de variedades sem sementes, que já está em comercialização no Rio Grande do Sul e deve se expandir para Santa Catarina, Paraná e São Paulo até o próximo ano.

Em todas as culturas, a ideia é desenvolver híbridos adaptados às diferentes condições climáticas do país. “Hoje não temos um híbrido de cebola, por exemplo, especialmente desenvolvido para a região tropical – latitude entre 0º a 32º -, então estamos em busca disso”, explica o melhorista de cebola Joelson Freitas. O processo entre o início do desenvolvimento e a comercialização, porém, não é rápido. No caso da cebola, pode demorar até 23 anos. Apesar de ter o mercado brasileiro como central, a unidade também abastecerá outros países da América do Sul.

Mercado – Em 2016, o setor de sementes de hortaliças e vegetais no Brasil contabilizou R$ 800 milhões. Foram 800 mil hectares plantados (excluindo batata e alho) no segmento, segundo Paulo Tomaseto Jr., gerente nacional de vendas da Bayer. “Nos últimos três anos, o mercado brasileiro vem crescendo a taxas de 12% ao ano e deve manter esse ritmo em 2017, mesmo com a crise”.

“O Brasil tem alto potencial. Acredito que o negócio de hortaliças ainda pode crescer muito no país”, relata Joachim Schneider, presidente global da unidade de Vegetable Seeds. De acordo com censo do IBGE de 2008, o consumo médio de hortaliças entre os brasileiros fica em torno de 27 kg por pessoa (excluindo batata e alho), muito abaixo de outras nações. A Itália, por exemplo, tem média de 175 kg/ano. “Não são mercados tão diferentes, eles só estão em estágios distintos. O Brasil está passando pelo aumento no consumo que o mercado europeu já viveu. Os jovens estão mais preocupados com isso e também há o crescimento por parte da classe média”, afirma Schneider.

Fonte/Créditos: Portal DBO

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